Meu Rei – Grupo de Apoio Psicológico a Homens.

O Grupo Meu Rei nasceu a partir das discussões desenvolvidas no Trabalho de Conclusão de Curso “O Homem Vítima da Violência Intrafamiliar: Elementos para uma Análise Psicossocial”, apresentado por Mário José Santana Vieira na Faculdade de Psicologia, em 2017. A partir dessa apresentação, identificou-se a necessidade de criar um espaço que oferecesse apoio psicológico não apenas aos homens vítimas de violência, mas a todos que se reconhecem enquanto homens.

A partir dessas reflexões e demandas, foi criado o Grupo Meu Rei.

O estudo das masculinidades teve início em 1998, durante o último ano do curso de Pedagogia, e posteriormente ganhou maior aprofundamento na pós-graduação, com o foco voltado à chamada “crise do masculino”. Desde então, a investigação sobre o universo masculino tem se mantido como um eixo constante de estudo e reflexão.

O Nome

Meu Rei: Não existe uma explicação para o nome, mas diversas. “Meu Rei” pode ser lembrada como uma expressão do “baianês” utilizada para se referir aos homens. Também faz uma referência a uma música dos anos 70 (Todo menino é um rei) de Nelson Rufino / Zé Luiz, cantada por Roberto Ribeiro, cantor carioca que diz:

Duas estrofes merecem destaques para explicar o nome do grupo “Todo menino é um rei / Eu também já fui rei” e “O amor que eu sonhei /Nos meus tempos de menino / Porém menino sonha demais / Menino sonha com coisas / Que a gente cresce e não vê jamais”.

Com isso mostra o amadurecimento ou a perda da infância, traduzida no “ser adulto”. O “meu rei” é um retorno ao lado infantil que todas as pessoas precisam manter e nesse caso, o homem.

Pilares do Grupo

Acolhimento

Entendemos sua dor sem julgamentos;

Escuta

A escuta é afetiva, pois usamos a empatia;

Reflexão

Refletir é pensar em outras possibilidades;

Intervenção

Promoção de ações que geram mudanças;

Aprendizagem

Todo processo gera novos conceitos.

Principais ideias norteadoras do grupo

As principais ideias do grupo fazem parte do livro “Sob a sombra de Saturno: a ferida e a cura dos homens” do escritor James Hollis.

A vida dos homens é tão governada por expectativas restritivas com relação ao papel que devem desempenhar quanto a vida das mulheres;

A vida dos homens é basicamente governada pelo medo;

O poder do feminino é imenso na organização psíquica do homem;

Os homens conluiam-se numa conspiração de silêncio cujo objetivo é reprimir sua verdade emocional;

O ferimento é necessário porque os homens precisam abandonar a Mãe e transcender o complexo materno;

A vida dos homens é violenta porque suas almas foram violadas;

Todo homem carrega consigo profundo anseio pelo seu pai e pelos seus Pais tribais;

Para que os homens fiquem curados, precisam ativar dentro de si o que não receberam do exterior;

Setes passos em direção à cura

01.

Relembre a perda dos pais;

02.

Conte os segredos;

03.

Procure mentores e sirva de mentor a terceiros;

04.

Corra o risco de amar os homens;

05.

Cure se a si mesmo;

06.

Retome a jornada da alma;

07.

Participe da revolução;

Objetivo

Oferecer um espaço seguro de reflexão e atendimento psicoterapêutico para homens, visando discutir conceitos do que é ser homem, conversas sobre sentimentos e fragilidades, inseguranças e como mudar padrões comportamentais enraizados.

Objetivo

  • Atendimento psicoterapêutico individual (on-line e presencial), Palestras, Atividades Terapêuticas, Rodas de Conversa, Grupos, Depoimentos e Filmes.
  • Percurso terapêutico:
  • A jornada do Herói e o caminho da Individuação – Atividade baseada no livro do mesmo nome de Lutz Muller (mais informações nos períodos de realização do encontro.

Idealizador | Mário José Santana Vieira